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A 'Eco-finânça' das ONGs PDF Imprimir E-mail
Escrito por Web Master   
Sáb, 12 de junho de 2004 08:54

10/jan/08 (AER) Em um furo de reportagem, o jornalista Daniel Rittner, do jornal Valor, antecipou algumas conclusões da mais recente â ˜lista negra™ mundial elaborada pela Banktrack “ uma espêcie de central de inteligência financeira™ comandada pelas ONGs WWF e Friends of the Earth (Amigos da Terra) - contra importantes projetos industriais e de infra-estrutura que estão sendo implantados em países do Sul.

Segundo Rittner, 32 projetos e empresas estão na mira ecofinanceira do aparato ambientalista controlado pelo Establishment anglo-americano, dos quais três no Brasil: o Complexo do Rio Madeira, fábricas de celulose da Aracruz e a Pará Pastoril e Agrí­cola (Pagrisa). Essa última não foi iincluída simplesmente porque não havia ainda casos de semi-escravidão (sic) na lista e trata-se de um setor em evidência - o dos biocombustí­veis.

Fica explí­cito na matéria que o objetivo da ofensiva não são defender o meio ambiente, mas impedir a implantação dos projetos:

A intensão das ONGs, ao divulgar os impactos negativos desses projetos e das empresas responsáveis por eles é evitar - ou pelo menos atrasar - o crédito a esses empreendimentos, bem como manchar a imagem das instituições financeiras envolvidas.

A tática de ˜guerra irregular moderna ou de quarta geração™ a ser utilizada nessa ofensiva é descrita sem pejo por Gustavo Pimentel, especialista em ‘eco-finánças da sessão tupiniquim da ONG Amigos da Terra:

"No caso de obras não iniciadas, que estão em fase de projeto, fazemos uma pressão que causa dificuldades em tornar a obra viável ou, no mí­nimo, algum constrangimento aos seus empreendedores e financiadores... No caso das obras que já¡ foram iniciadas, continuamos vigilantes em cima dos financiadores. Mostramos os riscos financeiros e de reputação."

 

Chama a atenção que, além da Aracruz, outra empresa do ramo de celulose faz parte da lista negra, a finlandesa Botnia, por causa de sua fábricaa recém-concluída no Uruguai e que foi alvo de uma intensa  mas derrotada - campanha ambientalista para impedir o projeto.

Ocorre que a implantação do poderoso pólo florestal-industrial no Mercosul estã incomodando  e muito  seus concorrentes do Norte que exploram florestas de clima temperado e encontram grandes dificuldades para competir com as vantagens comparatívas proporcionadas pelo eucalipto e outras  espécies tropicais. Não por acaso, grandes e tradicionais empresas européias do ramo, como a citada Botnia, a Stora Enso e a Ence, implantaram ou estão implantando grandes projetos no ámbito do Mercosul. A espanhola Ence, por exemplo, está iniciando a construção de outra grande papeleira no Uruguai. O Rio Grande do Sul, onde se desenvolve uma grande parte desse polo, tem sido particularmente visado pelo aparato ambientalista e pelas tropas de choque auxiliares do MST e da Via Campesina. Os detalhes sobre essa campanha podem ser encontrados no documento A geopolí­tica 'verde' para o Mercosul, já publicado por este Alerta.

O que não faltam são evidências que a preocupação ambiental das ONGs com o setor de celulose se restringem aos países tropiccais que produzem celulose de fibra curta (eucalipto). Por exemplo, a Urgewald, uma ONG satélite alemã que integra a Banktrack, mantém um portal dedicado para essas campanhas dirigidas: FONTE : Rede Alerta

 

Última atualização ( Qui, 25 de setembro de 2008 15:28 )
 

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