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| Escrito por Web Master | ||
| Sáb, 12 de junho de 2004 08:54 | ||
A 4ª Companhia do Batalhão da Polícia Ambiental de Cachoeiro apreendeu 49 armas de fogo este ano, em toda a região Sul do Estado.
A maioria das apreensões está relacionada à atividade ilegal da caça predatória em vários municípios. As estatísticas apontam o aumento do número de armamentos recolhidos. Em todo o ano passado, foram apreendidas 42 armas de fogo e 96 munições, enquanto que, em 2008, somente até julho, já são 483 munições e quase 50 armas apreendidas: 27 espingardas, 11 canhões, quatro garruchas, uma pistola, um rifle e cinco revólveres.Só em julho, foram 23 armas e 179 munições apreendidas pela polícia, conforme informa o comandante da 4ª Companhia de Polícia Ambiental, Reinaldo Faria Vieira. As áreas mais freqüentes de denúncia de caça são os municípios de Vargem Alta, Castelo (Mata das Flores e Forno Grande) e Atílio Vivacqua (Moitão do Sul) - regiões de floresta com maior densidade. Os animais mais vitimados são os preás, as pacas e os pequenos animais silvestres.
As denúncias têm alertado o contingente de 31 policiais para o problema da caça predatória. Na semana passada, uma moradora do bairro Coronel Borges, da qual a Folha do Caparaó sul vai guardar a identidade, denunciou a caça de preás, próximo à sua residência. Ela diz que esta mesma prática também é comum no bairro São Luis Gonzaga. “Eles chegam aqui, em minha área, com cães de caça. Fui denunciá-los à Polícia Ambiental. Perto daqui, está cheio de terrenos e muito mato. Quando mudei para cá, em 2007, era pior. Havia menos construções e os caçadores ficavam aqui o dia inteiro. Era um inferno. Daqui a pouco, não existirão mais preás por aqui”, diz.
Ela reclama que, quando fez a denúncia, a Polícia alegou estar com as viaturas a trabalho em outra cidade. “Quais as propostas, a curto prazo, que eles têm? Se a polícia está com problema de contingente reduzido, é um problema que não é nosso, enquanto cidadãos que pagamos impostos para ter segurança”, questiona.
O comandante da 4ª Companhia de Polícia Ambiental, Reinaldo Faria Vieira, afirma que após as denúncias recebidas é realizado um trabalho de verificação. As operações montadas para pegar os infratores em flagrante são mais raras, sobretudo porque os locais são de difícil acesso. Por isso, conforme explica o subcomandante Ricardo de Santana, o caminho mais comum é a Polícia Ambiental obter do Judiciário um mandado de busca e apreensão, para recolher armas, munições e animais (abatidos ou não) na residência dos caçadores denunciados.
Mandados
Nos últimos dois meses foram executados 15 mandados de busca e apreensão de armas e munições. Junto com o material apreendido, a Polícia também encontrou, na casa dos caçadores, animais como quatis e gambás já abatidos. Os caçadores são processados pelo crime de caça de animais da fauna silvestre, previsto no artigo 29, da Lei 9.605/98. Quando estão com armas, são autuados também por porte ilegal de arma de fogo. Por se tratar de crime, o material apreendido é levado para a Delegacia de Polícia, juntamente com seus proprietários, para a confecção do auto de prisão em flagrante delito.
Segundo o Comandante Reinaldo Vieira, a caça predatória na região Sul não está relacionada ao tráfico de animais silvestres. “O problema que enfrentamos é que a cultura da caça está arraigada em muitas localidades. Só mesmo a legislação e a atuação da polícia começaram a inibir essa prática. Mas aqui não temos casos de caça predatória com motivações para o tráfico de animais. Os caçadores matam o animal para consumo próprio”, afirma.
Nos últimos dias, o Ibama apreendeu mais de 20 pássaros flagrados em situação de registro irregular, no Clube do Passarinheiro, no bairro Aeroporto, em Cachoeiro. A ação fez parte da Operação Impacto Profundo, desencadeada em vários pontos do país. Os animais resgatados foram levados para o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cereas), em Aracruz, conforme informação do Escritório Regional do Ibama.
Meio ambiente ameaçado
No ano passado, a Polícia Ambiental atendeu 1.154 denúncias de crimes ambientais ocorridos no Sul do Estado. Foram 73 autuações por desmatamento, 32 por queimadas e 118 por degradação da fauna, flora e solo.
A pedido da Procuradoria Geral da República, a Polícia Ambiental em Cachoeiro elaborou um relatório sobre a extração clandestina de minerais - um problema recorrente da região, desde a construção civil próximo a nascentes e rios até a extração de pedras e areia de forma inadequada. Só em 2007, a 4ª Companhia avaliou, em 390 hectares, a área danificada por exploração irregular e desmatamento. De 2000 até 2007, foram 1.261,5845 hectares degradados na região. Uma realidade que parece estar longe de chegar ao fim.
Serviço
A 4º Companhia atua em 27 municípios da região Sul, está sediada em Cachoeiro e tem um destacamento em Guaçuí. As denúncias de caça de animais e outros crimes ambientais podem ser feitas pelo telefone (28) 3521 3358, em plantão 24 horas, ou pelo e-mail \n Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.
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| Última atualização ( Qui, 28 de agosto de 2008 17:33 ) | ||
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