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ofensiva contra 'papeleras' do Mercosul PDF Imprimir E-mail
Escrito por administrador   
Qua, 12 de maio de 2004 08:54

16/jan/08 (AER) – Ontem, uma malta formada por ambientalistas, piqueteiros e militantes perambulantes (inclusive um do MST) distribuíram folhetos sobre “a poluição das fábricas de celulose do Uruguai”

O folheto distribuído mostrava, em um mapa, a localização de três fábricas de celulose no Uruguai: a finlandesa Botnia, que funciona na cidade uruguaia de Fray Bentos, em frente a Gualeguaychú, e as projetadas Ence (espanhola) e Stora Enzo (finlandesa). A novidade é o aparecimento desta última como alvo do aparato ambientalista.

 

José Pouler, porta-voz da Assembléia Ambientalista da cidade de Gualeguaychú, principal entidade do movimento ‘antipapelera’, ressaltou que “a luta continua porque a controvérsia não terminou” e pediu uma “solução política” aos governos dos presidentes Tabaré Vázquez, do Uruguai, e Cristina Kirchner, da Argentina. [1]

?A escolha do local para a manifestação visa, é óbvio, angariar simpatizantes entre os turistas que viajam de barco para o Uruguai uma vez que o elemento de pressão mais forte dos ‘antipapeleras’ é o sistemático e ilegal bloqueio das pontes internacionais que ligam os dois países.

IMesmo virulenta e prejudicial para a economia do Uruguai, a campanha do aparato ambientalista não impediu que o governo uruguaio autorizasse, em novembro passado, o início do funcionamento da fábrica de celulose da Botnia. Além disso, foi registrado um aumento de 35 % na ida de turistas brasileiros ao Uruguai, o que impulsionou a retomada do crescimento do setor turístico do país platino, em baixa desde o início de 2005 após o bloqueio das pontes internacionais com a Argentina. Segundo o ministro uruguaio do Turismo, Héctor Lescano, "Pela primeira vez desde o grave corte das pontes, não apenas detivemos a queda geral do número de visitantes, como também começamos um crescimento muito importante".

?Contudo, a campanha ‘antipapelera’ conseguiu criar as condições para que se instalasse uma das mais sérias crises diplomáticas no âmbito do Mercosul graças ao apoio explícito do governo Kirchner à causa ambientalista. Lamentavelmente, não se vislumbram sinais de mudanças por parte do atual governo de Cristina Kirchner uma vez que manteve a ‘ongueira’ Romina Picolotti à frente da Secretaria de Meio Ambiente da Argentina. Como se recorda, o Centro de Derechos Humanos y Medio Ambiente (CEDHA), ONG fundada e dirigida por Picolotti e seu marido, foi a principal coordenadora do imbróglio das papeleras do Uruguai. O CEDHA é financiado majoritariamente pela Embaixada Britânica em Buenos Aires, pela Ford Foundation e pela Hewlett Foundation, além de outras doações do governo canadense, da Cristian Aid e várias outras ONGs e entidades internacionais. [2]

 

Última atualização ( Ter, 06 de maio de 2008 12:40 )
 

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